Entrevista: o multi-talentos Alexandre Carvalho

*Esta entrevista faz parte da Revista Cornucopia Vacua #00.

Não podia ter post melhor para esse dia de lançamento da primeira revista Cornucopia Vacua impressa. Aí está a íntegra da entrevista com o oficineiro Alexandre Carvalho. Um update legal é que ele já publicou os seus contos ilustrados. Com certeza, quero publicá-los por aqui também. Espero que gostem dessa primeira entrevista aqui no CV. 🙂

Em maio, estive em uma das minhas costumeiras passagens por essa cidade envolvente que se chama Porto Alegre. Tive a chance de conhecer um baita cara que é escritor, artista gráfico e jornalista. Mas não é só isso não. Ele tem um flerte com a música. Todo esse multi-conhecimento acumulado é repartido em suas oficinas como a de escrita criativa. Em uma das charmosas livrarias de Porto Alegre, a Palavraria, conversamos por horas sobre tudo, jornalismo, quadrinhos, e, especialmente escrita. Quem é o cara? É o Alexandre Carvalho. Acredito que as dicas e a trajetória dele incentivarão os escritores como me incentivaram. Aproveitem.

14.09.29 - Entrevista_Alexandre Carvalho

Luciana Minuzzi – Quero começar sabendo mais sobre a tua trajetória: por que tu escolheu fazer a faculdade de jornalismo?

Alexandre Carvalho – Isso é uma coisa interessante. Eu escrevia desde muito cedo. Comecei a trabalhar com treze anos, passava muito tempo escrevendo e guardando coisas. Não entrei na faculdade em seguida. Eu terminei e fiquei trabalhando, fazendo outras coisas. Até que com 24 eu ia fazer publicidade porque eu trabalhava em uma agência de publicidade. Na última semana, eu troquei para jornalismo. Eu pensei que com publicidade eu não poderia mudar o mundo. Era algo idealizado. Aí eu fiz vestibular, passei, comecei a fazer. Fiz para psicologia também e passei, mas preferi encarar o jornalismo. Tava gostando bastante e tal. Claro que, mais tarde, eu descobri que não podia mudar o mundo com o jornalismo. Talvez seja mais fácil mudar o mundo hoje com a publicidade, com uma boa campanha. Eu me interessava muito pela teoria da comunicação durante a faculdade. Embora, a Puc não fosse uma faculdade tão voltada para isso. Aí me formei, voltei dois anos depois para fazer um quadro de teoria ali da comunicação. Só que no meu último ano de faculdade, eu descobri a oficina do Luiz Antonio de Assis Brasil. Tinha que fazer um teste, mandar um material e eu nunca tinha escrito conto até então. Aí escrevi três contos e mandei para lá. Eu lia muito Bukowski na época, muito Rubem Fonseca.

LM – Como todo bom jornalista, né?

AC – É tava bem nessa área aí. Escrevi esses contos e fui selecionado. Comecei a me apaixonar por escrever. Aliás, a oficina foi excelente. O Assis Brasil é um grande professor e escritor, ajudou bastante. Eu terminei a oficina dele junto com a faculdade. O primeiro conto que escrevi e foi selecionado eu guardei por um bom tempo. Uns dois anos depois de ter terminado a oficina, eu peguei esse conto e continuei. Acabou surgindo uma narrativa longa daí que é A Teoria das Sombras. Lancei em 2007, aqui mesmo, na Palavraria. Nesse meio tempo, eu tava ali perto dos quarenta anos, naquela crise dos quarenta. Em tese, pela expectativa de vida, eu já tinha vivido metade da minha vida e se eu tivesse que mudar algo teria que ser naquele momento. Resolvi que ia viver de literatura. Ou, ao menos, coisas relacionadas à arte e literatura. Aí pensei: viver de vender livro, para um cara iniciante, especialmente no Brasil, é meio difícil. Eu tinha pensado já em montar uma oficina, mas era de quadrinhos, lá pelos anos 80.

LM – Já gostava de quadrinhos, então?

A – Sempre gostei muito, consumi muito, desenhava. No final dos anos 80, eu tinha essa oficina montada. Quando a gente entrou nos anos 90, os quadrinhos morreram. Foi um limbo os anos 90 para os quadrinhos.

LM – E o jornalismo em quadrinhos nem era algo imaginado na época…

AC – É, nem se pensava nisso. Agora, já está tomando conta. Grande Joe Sacco! Tem muita coisa acontecendo e muita gente não acredita nessa possibilidade do jornalismo em quadrinhos. Acham que é muito pessoal. Eu acho uma balela isso de que jornalismo tem que ser muito imparcial e objetivo. Isso não existe. O veículo não é imparcial, ele trabalha com a ideologia dele e dos anunciantes. Fora que, cada pessoa tem a sua visão. Então, digamos que agora, ali fora, alguém vem aqui dizer que acabaram de assassinar alguma pessoa na calçada. Aí, tu vai lá, olha aquilo e vai ter uma visão daquele fato com toda a tua intuição, teu histórico, tuas leituras, tua vivência. Assim como o repórter do jornal vai olhar aquilo e escrever. O fotógrafo também. Junta tudo isso, vai pro jornal, o editor vai olhar e talvez mexer em algo. Chega no leitor que já vai ser uma quarta visão daquele fato. O fato em si não existe. O fato é inócuo. Cada um tem a sua visão do fato. Claro que tu pode se esforçar ao máximo para chegar perto dos fatos porque essa é a tua função, mas eu sei que é a tua visão ou a do veículo.

Mas eu tava falando sobre o jornalismo porque surgiu o assunto do jornalismo em quadrinhos. Voltando… Eu não conseguia implantar aquela ideia da oficina de quadrinhos em lugar nenhum. Eu falava, fazia a proposta aqui e ali, mas acabei engavetando. Então, em 2007 quando lancei o livro pensei: vou fazer uma oficina ligada à literatura. Comecei a ver que o Rio Grande do Sul é um dos estados com mais cursos e oficinas relacionados a isso. Tinha de conto, poesia, só não tinha de romance. Pensei: tenho que criar uma coisa nesse sentido. Bom, pra fazer uma oficina de romance é complicado porque é algo enorme. Falo isso baseado na minha experiência porque eu levei dez anos para terminar meu livro. Claro que parando, escrevendo um pouco e fazendo outras coisas. Pensei no que é necessário para um romance, que tem que ter sempre: personagens. Então, me foquei nisso e fiz uma oficina de criação de personagens. Aí a coisa foi se transformando, foi indo, eu comecei a me ocupar mais da criatividade, de como obter criatividade porque eu via essa deficiência nos alunos. Comecei a estudar à minha maneira. Eu sempre fui autodidata, não fiz nenhum curso específico para isso.

LM – O estudo somado à tua experiência…

AC– Sim, aí comecei a criar alguns exercícios que usei para mim e alguns que eu li, peguei daqui e dali. Assim eu fiz o curso de escrita criativa. Já tinham até alguns cursos a esse respeito, mas é mais do que isso. Aí veio a ideia da desinibição. A pessoa vai ter que se soltar para escrever, antes de mesmo de ser criativo.  Faz uns quatro, cinco anos que surgiu essa ideia.

LM – E os quadrinhos voltaram nesse meio tempo.

AC – Isso. Em 2006, o Governo Federal resolveu incluir os quadrinhos na cesta básica de leituras para as escolas. Isso foi ótimo. Finalmente, alguém viu que quadrinhos não é coisa para idiota. “Entendeu ou quer que eu desenhe?” Tem até essa máxima para sacanear o quadrinista. Literatura é para intelectual, quadrinhos para quem não entende. Tem muito isso ainda. Às vezes, eu falo para alguém que não é da área que eu faço quadrinhos e acham que eu desenho para crianças, como se fosse só para crianças. A grande maioria não conhece as graphic novels atuais e relaciona quadrinhos adultos à super-heróis no máximo. Nos próprios cursos que eu dou, eu levo muito material. Sempre carrego muito material porque eu sou um consumidor enlouquecido de quadrinhos. Gosto de ter, cheirar, pegar o livro e sempre carrego muitos comigo. A cada aula, eu levo vários pro pessoal ver o que tem de diferente. Tem biografias, coisas relacionadas à antropologia e história… O Persépolis é um exemplo. Te dá um apanhado geral de toda situação histórica do lugar. É um livro que eu sempre recomendo. Aí levo outras coisas também. No Japão, por exemplo, os caras tem quadrinho pra tudo, de pornô até filosofia. É um público que consome quadrinhos seriamente. O japonês adulto lê quadrinhos como se fosse literatura. Quadrinhos não é literatura. Quadrinhos é uma coisa e literatura é outra. Tem uma coisa que eu tenho me identificado agora que é literatura ilustrada. Tô me dedicando a ilustrar meus contos.

LM – Aí entra o trabalho com café?

AC – É uma experiência que eu comecei a fazer um dia que eu estava em um shopping.

LM – Derrubou o café no papel?

AC – Foi quase isso. Eu comprei um café e tinha uma fila enorme, fiquei muito tempo esperando. Comecei a tomar o café, fiquei olhando aquela fila e comecei a desenhar. Como o café veio muito forte, eu deixei ele de lado. Quando eu olhei aquele café, aquela tintura, lembrei que eu tinha um pincel guardado. Daí eu pensei: “vou ver o que acontece”. Comecei a molhar o pincel ali e é uma aquarela, as manchas são perfeitas. A partir daí, comecei a trabalhar com outros tipos de comidas e temperos. Até, no ano passado, no Salão Internacional de Desenho de Imprensa, eu enviei umas tiras de um cozinheiro com vários alimentos que mancham como geleia, uva… Queria umas tonalidades diferentes de tinta. O café foi o que mais me agradou. Comecei a pintar em tela com o café.

LM – Eu achei incrível que dá pra fazer vários tons só com o café.

AC – É. Se tu pegar o café passado, ele tem certa textura, meio de aquarela. Se tu pegar um café instantâneo parece uma tinta à óleo.

LM – Tu tem alguma publicação de quadrinhos ou literatura ilustrada tua?

AC– Eu tô tentando organizar para que saia esse ano, mas tô indo atrás ainda. Esse material que foi selecionado para o Salão Internacional de Desenho de Imprensa que ganhou menção honrosa em 2014, são dois contos meus ilustrados em quadrinhos. Eu misturei os dois: quadrinhos e conto ilustrado. Mandei os dois e um foi selecionado e ganhou menção honrosa que é “O sótão” e eu quero publicar. E o outro é o “Café”, que não foi desenhado com café, mas se passa em um café.

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LM – São bem inspiradores os cafés pra ti.

AC – Muito. Aliás, eu gosto muito de desenhar e trabalhar nos cafés. Eu vou a vários cafés diferentes e fico olhando as pessoas. Eu sempre digo para os meus alunos que não tem que ficar só em casa. Tem que ir pra rua. Mesmo que tu esteja olhando para o computador que tem um mundo inteiro por trás, ele tem o mesmo formato quadradinho o tempo inteiro. Tu vai pra rua e tu pega a energia das pessoas. Pega um pouco de conversa daqui, um pouco de conversa dali. Às vezes, eu uno essas conversas. Eu trabalho muito na rua e saiu essa história do café observando essas duas meninas conversando.

LM – E tu tem algum outro ritual de trabalho?

AC – Fora isso de sair de casa, não. Mas eu preciso de silêncio quando eu tô em casa. Eu trabalho muito de madrugada e isso é um problema sério na minha vida porque de dia eu tenho que fazer várias coisas. Meu sono não é bom por isso. De dia, eu não consigo trabalhar com telefone, campainha, isso acaba comigo. Engraçado é que se eu sentar em um café, com todo barulho, eu desconecto total. Gosto muito de sair do ar quando tô trabalhando. Meu filho tem uma banda e eu ia aos ensaios. Um dia, eu tava lá no ensaio e tinha um professor que dava aulas para eles e era pai de uma das meninas da banda. Eu comecei a desenhar ele. Depois o cara veio me dizer: “cara, eu ia te perguntar um negócio, mas resolvi não perguntar porque tu tava completamente incorporado, eu nem consegui chegar perto.” Isso acontece e é interessante. Eu gosto muito dessa função. Mesmo que eu fique muito cansado fisicamente de trabalhar, mentalmente eu tô muito bem.

LM – Inclusive, a gente costuma dizer que o jornalista trabalha 24 horas. Até os momentos de lazer, vendo um filme, podem virar pauta. Você acha que para o quadrinista também é assim?

AC – Acho que sim. Ando sempre com um caderninho por aonde vou. Cada ideia que eu tenho, eu acabo relacionando. Eu ouço uma conversa num café e penso: “isso é um diálogo perfeito”. Anoto e ás vezes uso em alguma história. A história do “Café” surgiu assim. Acho que a gente trabalha 24 horas. Tanto o jornalista, quanto o quadrinista. Porque é prazeroso. A maioria das pessoas reclama do trabalho porque fazem o que não gostam. Eu me sinto privilegiado porque posso fazer algo que me sustenta e me dá prazer. É a melhor coisa que pode existir.

LM – E contamina teu filho também que já está indo para um lado artístico.

AC – Já. Ele toca, gosta muito de videogame e faz uns vídeos sobre. Até saiu uma matéria sobre na Zero Hora. É uma coisa muito dele. Claro que eu procuro auxiliar na questão de equipamentos, mas nunca fui muito para cima dizendo “faz isso, faz aquilo”. Ele tinha uma queda por música e eu torci para que desse certo. Eu sou canhoto e ele também, então facilitava para ele utilizar meus instrumentos desde cedo. Eu não sei se ele vai ser músico ou seguir com os jogos eletrônicos, mas ele só tem treze anos, então… Ele investe muito na carreira. Qualquer mesada ele investe para equipamentos melhores. Ele tá trabalhando muito e se divertindo.

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LM – Já que falamos sobre investimento na carreira… O que você acha fundamental dizer para os novos escritores?

AC – Acho que o fundamental, não só para escritor, mas, especialmente, para a área da arte, é sair da zona de conforto. Tem que ir pra rua, testar as coisas, experimentar. Vai experimentar! Pode ser que dê errado, pode ser que dê certo.  Não pode ter medo, tem que ir à luta e fazer. Tu vai dar muita cabeçada, mas numa dessas tu acerta. Teu próprio erro te leva pra uma linha que tu nem sonhava e é por lá que tu vai te dar bem. Escrever é escrever. Não é ter ideia de escrever, é sentar e escrever. Tem muitos críticos aqui no Rio Grande do Sul em relação às oficinas que dizem que tu não pode ensinar talento. Eu não me proponho a isso, tô longe disso. Ninguém ensina talento mesmo, mas tu pode despertar o talento. Essa é a questão. Aí eu pergunto sempre: se tu quiser ser pianista, qual a primeira coisa que tu vai fazer? Claro que tu pode comprar um piano e tentar, mas tu vai  te inscrever numa escola à princípio, ter aulas. Até para futebol é assim. E por que com literatura seria diferente? Essa coisa de baixar uma luz e o cara sair escrevendo… Não tem isso. É suor mesmo. Como futebol, como tocar piano, tocar guitarra, ser advogado, tem que aprender.

LM – Tu tem vontade de que aconteça com os teus alunos como aconteceu contigo? Que fizessem a tua oficina e até mudassem de carreira?

AC – Ah, eu sempre torço e trabalho para que isso aconteça. Tem alguns alunos que publicaram a partir da oficina. Isso é muita satisfação quando eu acabo vendo esse resultado. A gente acaba tendo muito contado pelo Facebook. Eles me relatam coisas ainda, mesmo os alunos de sete, oito anos atrás. Esse caminhar deles, esse retorno é ótimo pra mim. Aí é que eu vou ter um parâmetro para ver se a coisa funcionou ou não. Dar aulas não é só um ganha-pão, é algo que me satisfaz muito. Eu passo muito tempo pesquisando a respeito e eu gosto muito de relacionar áreas. O próprio desenho eu gosto de misturar com música, teatro, com a oficina de literatura e o ensino acaba ficando diferente. A minha ideia é sempre despertar o escritor e não é com regras que isso vai acontecer. Claro que tem oficinas que colocam regras, mas talvez seja pra quem já está escrevendo. Mas se tu quer soltar o cara, não pode encher ele de regra. O que travou ele, provavelmente, seja esse monte de regras, então tu tem que acabar com essas regras. Eu uso muito, até para mim, um método que é o fluxo de consciência que o Kerouac usava. Ele escreveu On the Road desse jeito. Reza a lenda que ele comprou um rolo de papel para telex, colocou na máquina de escrever e escreveu 14 dias sem parar. É uma forma de colocar a alma no papel, de vomitar no papel. Tem que colocar o que tem de bom e o que tem de podre na tua alma. Tudo que tu tem dentro de ti é bom pra ti, desde que tu saiba trabalhar com isso. Aí vai funcionando e o resultado é muito gratificante. Eu vejo muita gente crescer. O cara chega no primeiro dia tímido, encolhido, e, daqui a pouco, já tá grandão, chega com o peito mais estufado para as aulas.

LM – E os teus projetos para agora?

AC – Meu projeto é continuar me dedicando para o ensino de quadrinhos e literatura. Mas quero trabalhar com literatura ilustrada. Tô muito alucinado com isso. Eu não quero fazer livros só com letras. Ou faço quadrinhos, ou livros com texto e arte pictórica junto.

Eu tenho uma teoria e falo isso pros meus alunos: tudo que tu faz, em termos de arte, a energia que tu empregou vai ficar impregnada naquele trabalho. Essa é a diferença entre o artista e o não artista. O cara que é frio e calculista vai passar isso pras pessoas através do trabalho. Não tem explicação científica nenhuma nisso, só cósmica.  Quando tu olha, tu vai sentir a emoção do momento. Seja triste, feliz. Tem que deixar o sentimento fluir no papel, impregnar e passar para o leitor. Claro, que cada um tem as suas interpretações. O livro é como um filho. Tu faz ele e vai pro mundo, não tem muito controle.

LM – Ás vezes, tu escreve algo triste e as pessoas pensam que é cômico.

AC – Isso já aconteceu comigo. Aliás, eu descobri uma veia cômica com um conto que escrevi para a oficina do Assis Brasil que era sobre a ditadura militar. Escrevi aquilo pesado, impactante e mostrei para um amigo meu. O cara começou a ler e começou a rir, dar uma gargalhada. Aí eu fui ler e achei engraçado mesmo. Trabalhei com humor por um tempo, mas abandonei agora. Tô com algo mais filosófico, mas são fases, são picos. Não que eu nunca mais vá trabalhar com o humor. Então, os planos são esses de publicar e relacionar a imagem com a literatura.

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6 opiniões sobre “Entrevista: o multi-talentos Alexandre Carvalho”

  1. Quando eu crescer quero ser assim…. Uma entrevista muito motivadora, se me permite vou usar nas minhas oficinas ” Reescrevendo os Sonhos”. Parabéns a LM por suas perguntas lúcidas e instigantes e aa AC por sua arte que nos motiva a crescer.

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  2. É O CARA. DE CONFORMIDADE COM O ATUAL. ESTOU DE ACORDO, TOTAL. REGRAS DEMAIS TRAVA. O MUNDO PRA MIM É UMA PANTERA COR DE ROSA. ASSIM DIVERTE. NÃO TEM COMO; HÁ DE MUITO PODRE COMO DE BONITO. A REALIDADE ESTÁ AÍ. ESSE CARA ME DEIXOU ENTUSIASMADA. VOU CURSAR PUBLICIDADE. SAIR DA ZONA DE CONFORTO E TOMAR AS RUAS. VAI SER MEU CAFÉ DE TODOS OS DIAS.

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