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Poema: Gravata, por José Galdino Barreto Soares

*Este poema faz parte da Revista Cornucopia Vacua impressa #02

O autor do poema abaixo já tem um vasto currículo na área da literatura, com vários livros publicados, inclusive. José Galdino Barreto Soares escreve poesias, crônicas e monólogos. Além do trabalho com as letras, ele cursa Ciências Sociais na UFSM e atua como Coaching.

Gravata foi escrito em 2004 e publicado em 2007, no livro “Breu o lado Escuro de Um Poema”. José define que “é um poema que provoca reflexão sobre a fugaz saga humana na terra”, mas não se limita: “Por ser poesia, ela por si só irá dizer várias coisas, sendo assim sou incapaz de informar o todo desse poema.” Então, boa leitura e reflexão sobre os versos abaixo.

Contato do autor: galdino_barreto@yahoo.com.br

Imagem: British Library.
Imagem: British Library.

 

Gravata

Por José Galdino Barreto Soares

 

Se os vermes não mais

Me acompanharem

E se só levarei

O que aqui deixar…

De que me adianta correr

Se partirei como um cão faminto

E só na minha lápide fria abrigo seguro terei

 

Quando as minhas mãos fracas

Agarrarem somente o que elas puderem empunhar

Ficará só uma simulação do fim da carreira

Um esqueleto débil…

Um túmulo sem reboco

Vermes saciados.

 

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