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Poema: Eu Beijei Estrelas, por Kako Von Borowski

*Este poema faz parte da Revista Cornucopia Vacua impressa #02

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O Kako já é um parceiro querido aqui da CV. No site, vocês poderão conferir vários trabalhos dele. Como é um multiartista que compõe letras e toca guitarra, ele sempre traz algo de muito plural na sua arte pelas suas muitas influências musicais – de Beethoven a Pink Floyd – e literárias – como Edgar Allan Poe. Sobre o melhor e o pior de ser artista, Kako respondeu: “O melhor é depois de terminar algo e se sentir feliz e triste ao mesmo tempo, olhando para o que fez, o sentimento de realização, parece que entramos e saímos de uma jornada incrível por cada nova parte da gente que estamos a conhecer naquele momento”. Confiram o resultado dessa jornada abaixo.

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Imagem: British Library.
The Half Hour Library of Travel, Nature and Science for young readers

Eu Beijei Estrelas

Por Kako Von Borowski

As estrelas brilham alto no céu

Tão perto que posso sentir

Seu cheiro e seu calor

Que me envolve e acalenta

Nesse único e definitivo momento

Eu sinto seu corpo, feito de luz

Pele e unha, mas ainda sim

Tudo é tão escuro e macio

Eu abraço forte e com calma

Reaprendemos a tocar e respirar

E cada segundo que passa…

Dói, dói a antecipação

De explorar

O desconhecido

Estrelas brilham em nosso corpo

E o seu líquido eu espalho

Com todo o meu rosto

Os meus lábios e seus dedos

Hoje fazem chover pra sempre

Mas a tempestade existe aqui agora

E Nenhum ruído pode sequer

Superar todos os nossos

E nada de nada mais pode pará-la

Nem o maior terremoto daqui

Nem a maior autoridade

O mistério febril vai se revelar

Depois dos trovões que batem

Nos nossos ouvidos

Eles batem, batem, batem, batem…

O alívio desce e caminha sobre

Nossas costas molhadas

Era, enfim, a chuva.

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