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Conto: O Barqueiro, por Cesar Alcázar

*Este conto faz parte da Revista Cornucopia Vacua impressa #02

Leia mais do autor na tag: https://cornucopiavacua.wordpress.com/tag/cesar-alcazar/

O mundo de Cesar Alcázar gira em torno das letras. Quando não cria contos, trabalha como tradutor ou editor da Argonautas. Começou a escrever ficção com o objetivo de publicação em 2008. Porém, desde 2001, escrevia sobre cinema. Ele também atua movimentando a cena literária, com eventos como a Odisseia de Literatura Fantástica. Recentemente, Cesar se aventurou pela nona arte com a HQ “A Música do Quarto ao Lado” e a webcomic “Contos do Cão Negro”.

No conto abaixo, ele traz uma releitura do mito grego de Caronte, o barqueiro que transporta almas para o mundo dos mortos. “Inseri no personagem meus próprios anseios, retratando uma época em que eu estava preso a um trabalho que detestava e sonhava com algo mais”, conta o autor. Intrigante, não?

sartanawest@gmail.comBazar Pulp

 

Imagem: British Library.
Imagem: British Library.

O Barqueiro

Por Cesar Alcázar

Era o barqueiro no rio do infortúnio. Não entendia muito bem sua função, apenas a executava. Recebia moedas que não podia gastar, pois nada existia para ele além do barco e das águas sombrias. A existência prosseguia sem grandes acontecimentos, e o tempo nada significava. Havia apenas um problema: o sonho.

Passageiros chegavam, rostos entristecidos tão nebulosos quanto o céu escuro imutável, estendiam suas mãos com o pagamento incompreensível e partiam para o outro lado. Nunca mais os via. Bem, quase nunca. Alguns retornavam. E com eles vinha o sonho.

Certa vez, um homem magnífico, que em nada se assemelhava aos melancólicos passageiros habituais, retornou. Trazia em suas costas uma besta terrível, e estava acompanhando por uma bela mulher. As faces do casal irradiavam uma sensação desconhecida. Porém, o barqueiro limitou-se a estender a mão ossuda para coletar a moeda de pagamento.

Quem seriam aqueles homens? Heróis? Aventureiros? Deuses? O barqueiro sentia uma enorme vontade de falar com eles. Porém, esta não era sua função. Devia remar o barco, só isso.

E, quando não havia passageiros, ele adormecia e sonhava. Sonhava ser um herói, um aventureiro ou um deus. Sonhava que havia algo mais na existência do que um barco, um remo e um rio de águas sombrias.

Retrospectiva 2014

O último post antes deste foi sobre os números do blog em 2014. Confiram aqui.

Como vocês viram, tivemos muitos acessos nos vários poemas, contos, crônicas e tudo mais postado no site. Só tenho a agradecer e fico muito feliz em ver os trabalhos apreciados e compartilhados. Comecei a trabalhar com a ideia da revista em junho, mas foi em 8 de agosto o primeiro post do site. Nele, eu contava o que era essa tal de cornucópia. Clique aqui para conferir. De lá pra cá, foram quase  30 posts com conteúdos diversos e tri bacanas.

Tem muito material ótimo no agendamento esperando para ser publicado. Então, aproveite. Reveja a lista e acesse os textos ainda não vistos ou relembre os já vistos. Logo, logo, terá muita novidade por aqui.

Falando nisso, já enviou o seu material?  Tá esperando o quê? 😀 Clique aqui e saiba como.

Autores, confiram os comentários dos leitores nos seus posts. Tem vários muito legais. 😉 – Luciana Minuzzi.

15.01.02 - Retrospectiva

Conto

CONTO: NASCIDA EM SANGUE, POR LUCIANA MINUZZI

PARCERIA: ANTES DO CEDO, POR CESAR DOMITY

CONTO: O ÚLTIMO, POR LUCIANA MINUZZI

Imagem: British Library.
Imagem: British Library.

CONTO: O CASO DA MORENA, POR LUCIANA MINUZZI

CONTO: A CONSULTA, POR FERNANDO RODRIGUES

CONTO: MISSÃO DE AMOR NAS MISSÕES, POR LEONARDO DIAS

Imagem: British Library.
Imagem: British Library.

CONTO: PÉ PELADO, POR LUCIANA MINUZZI

CONTO: QUANDO O GAÚCHO SAI DE FÉRIAS, POR CESAR BORGES

CONTO: CÁRCERE, POR LUCIANA MINUZZI

CONTO: O NÚMERO DO QUARTO É 123, POR VERÔNICA MORTA DA SILVA

CONTO: AS SORRIDENTES, POR MATHEUS RIBEIRO SANTI

Imagem: British Library.
Imagem: British Library.

Poema              

PARCERIA: SOU VERSO, POR MARA GARIN

POEMA: ELA DISSE: (CUM), POR KAKO VON BOROWSKI

Imagem: British Library.
Imagem: British Library.

POEMA E ILUSTRAÇÃO: NA TV SÓ PASSA MERDA – RECUERDOS DE LA MAÑANA, POR PEDRO LAGO.

Imagem: Pedro Lago.
Imagem: Pedro Lago.

POEMA: CÊ, POR EDUARDO RUEDELL

POEMA: VOCÊ EM MIM, POR LAVIOLETE ARAÚJO

Imagem: British Library.
Imagem: British Library.

Crônica

CRÔNICA: (RE) ENCONTROS, POR RAFAEL PACHECO

CRÔNICA: SOBRE A HUMANIDADE, POR SIMONE MACHADO

Imagem: British Library.
Imagem: British Library.

Coluna

COLUNA: PARA REPENSAR A POÉTICA, POR J. ROWSTOCK

Entrevista

ENTREVISTA: O MULTI-TALENTOS ALEXANDRE CARVALHO

14.09.29 - Entrevista_Alexandre Carvalho2
Imagem: Luciana Minuzzi

 

Lançamentos e lembretes

ENVIE O SEU MATERIAL PARA A REVISTA CORNUCOPIA VACUA

VOCÊ VAI NO EVENTO DE LANÇAMENTO DA REVISTA CORNUCOPIA VACUA #00?

COBERTURA DO LANÇAMENTO DA REVISTA CORNUCOPIA VACUA #00

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Imagem: Luciana Minuzzi

 

VOCÊ VAI AO EVENTO DE LANÇAMENTO DA CV #1?

COBERTURA DO LANÇAMENTO DA REVISTA CORNUCOPIA VACUA #01

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Imagem: Luciana Minuzzi

 

FELIZ NATAL, LEITORES DA CV

OS NÚMEROS DE 2014

 

 Um 2015 cheio de boas leituras pra todos nós. 🙂

Apresentação

Cornupina vai rodar por aí e esvaziar a sua cornucópia.
Cornupina vai rodar por aí e esvaziar a sua cornucópia.

Uma cornucópia pode ter vários significados. Alguém pode lembrar-se de ter visto pintada em um pano de prato na cozinha. Quem estuda mitologia greco-romana, vai explicar melhor do que eu, mas é um símbolo de abundância. O passar do tempo agregou significados e ela virou símbolo das ciências econômicas. Também tem relação com alguns otimistas quanto à fartura no futuro. Pode ainda ser um lugar em Wisconsin ou uma música do Black Sabbath de 72 – admito que essa última seja a que mais significa para mim. Não importa o que vem a mente, mas que esse vaso em forma de chifre com coisas dentro nos faz pensar. Ao menos, me fez. Tanto que o pensamento cresceu e virou revista e blog. Mesmo que o vazio possa representar pessimismo, acredito que é uma oportunidade de colocar ali toda fartura que se imaginar. Pra mim, fartura é ver a profusão de palavras formarem frases e essas frases contarem histórias. Aproveitem essa cornucópia de histórias que os brindo junto com bons amigos e familiares que colaboraram para que ela acontecesse. Ao longo dessas páginas, letras de gente que me ajudou de alguma forma a ter coragem e mostrar o que escrevo para o mundo. Ao final, quero que você me diga: o que quer colocar na sua cornucópia?

Envie seu material, dúvida ou comentário para: cornucopiavacua@gmail.com

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Confira meus outros blogs: blog com trabalhos profissionais blog sobre o meu cotidiano

Em breve, detalhes sobre o lançamento da revista impressa. Fique ligado. 🙂