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Poema: Eu Beijei Estrelas, por Kako Von Borowski

*Este poema faz parte da Revista Cornucopia Vacua impressa #02

Leia mais do autor na tag: https://cornucopiavacua.wordpress.com/tag/kako-von-borowski/

O Kako já é um parceiro querido aqui da CV. No site, vocês poderão conferir vários trabalhos dele. Como é um multiartista que compõe letras e toca guitarra, ele sempre traz algo de muito plural na sua arte pelas suas muitas influências musicais – de Beethoven a Pink Floyd – e literárias – como Edgar Allan Poe. Sobre o melhor e o pior de ser artista, Kako respondeu: “O melhor é depois de terminar algo e se sentir feliz e triste ao mesmo tempo, olhando para o que fez, o sentimento de realização, parece que entramos e saímos de uma jornada incrível por cada nova parte da gente que estamos a conhecer naquele momento”. Confiram o resultado dessa jornada abaixo.

matheuskakomusica@gmail.com | Facebook 

Imagem: British Library.
The Half Hour Library of Travel, Nature and Science for young readers

Eu Beijei Estrelas

Por Kako Von Borowski

As estrelas brilham alto no céu

Tão perto que posso sentir

Seu cheiro e seu calor

Que me envolve e acalenta

Nesse único e definitivo momento

Eu sinto seu corpo, feito de luz

Pele e unha, mas ainda sim

Tudo é tão escuro e macio

Eu abraço forte e com calma

Reaprendemos a tocar e respirar

E cada segundo que passa…

Dói, dói a antecipação

De explorar

O desconhecido

Estrelas brilham em nosso corpo

E o seu líquido eu espalho

Com todo o meu rosto

Os meus lábios e seus dedos

Hoje fazem chover pra sempre

Mas a tempestade existe aqui agora

E Nenhum ruído pode sequer

Superar todos os nossos

E nada de nada mais pode pará-la

Nem o maior terremoto daqui

Nem a maior autoridade

O mistério febril vai se revelar

Depois dos trovões que batem

Nos nossos ouvidos

Eles batem, batem, batem, batem…

O alívio desce e caminha sobre

Nossas costas molhadas

Era, enfim, a chuva.

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Retrospectiva 2014

O último post antes deste foi sobre os números do blog em 2014. Confiram aqui.

Como vocês viram, tivemos muitos acessos nos vários poemas, contos, crônicas e tudo mais postado no site. Só tenho a agradecer e fico muito feliz em ver os trabalhos apreciados e compartilhados. Comecei a trabalhar com a ideia da revista em junho, mas foi em 8 de agosto o primeiro post do site. Nele, eu contava o que era essa tal de cornucópia. Clique aqui para conferir. De lá pra cá, foram quase  30 posts com conteúdos diversos e tri bacanas.

Tem muito material ótimo no agendamento esperando para ser publicado. Então, aproveite. Reveja a lista e acesse os textos ainda não vistos ou relembre os já vistos. Logo, logo, terá muita novidade por aqui.

Falando nisso, já enviou o seu material?  Tá esperando o quê? 😀 Clique aqui e saiba como.

Autores, confiram os comentários dos leitores nos seus posts. Tem vários muito legais. 😉 – Luciana Minuzzi.

15.01.02 - Retrospectiva

Conto

CONTO: NASCIDA EM SANGUE, POR LUCIANA MINUZZI

PARCERIA: ANTES DO CEDO, POR CESAR DOMITY

CONTO: O ÚLTIMO, POR LUCIANA MINUZZI

Imagem: British Library.
Imagem: British Library.

CONTO: O CASO DA MORENA, POR LUCIANA MINUZZI

CONTO: A CONSULTA, POR FERNANDO RODRIGUES

CONTO: MISSÃO DE AMOR NAS MISSÕES, POR LEONARDO DIAS

Imagem: British Library.
Imagem: British Library.

CONTO: PÉ PELADO, POR LUCIANA MINUZZI

CONTO: QUANDO O GAÚCHO SAI DE FÉRIAS, POR CESAR BORGES

CONTO: CÁRCERE, POR LUCIANA MINUZZI

CONTO: O NÚMERO DO QUARTO É 123, POR VERÔNICA MORTA DA SILVA

CONTO: AS SORRIDENTES, POR MATHEUS RIBEIRO SANTI

Imagem: British Library.
Imagem: British Library.

Poema              

PARCERIA: SOU VERSO, POR MARA GARIN

POEMA: ELA DISSE: (CUM), POR KAKO VON BOROWSKI

Imagem: British Library.
Imagem: British Library.

POEMA E ILUSTRAÇÃO: NA TV SÓ PASSA MERDA – RECUERDOS DE LA MAÑANA, POR PEDRO LAGO.

Imagem: Pedro Lago.
Imagem: Pedro Lago.

POEMA: CÊ, POR EDUARDO RUEDELL

POEMA: VOCÊ EM MIM, POR LAVIOLETE ARAÚJO

Imagem: British Library.
Imagem: British Library.

Crônica

CRÔNICA: (RE) ENCONTROS, POR RAFAEL PACHECO

CRÔNICA: SOBRE A HUMANIDADE, POR SIMONE MACHADO

Imagem: British Library.
Imagem: British Library.

Coluna

COLUNA: PARA REPENSAR A POÉTICA, POR J. ROWSTOCK

Entrevista

ENTREVISTA: O MULTI-TALENTOS ALEXANDRE CARVALHO

14.09.29 - Entrevista_Alexandre Carvalho2
Imagem: Luciana Minuzzi

 

Lançamentos e lembretes

ENVIE O SEU MATERIAL PARA A REVISTA CORNUCOPIA VACUA

VOCÊ VAI NO EVENTO DE LANÇAMENTO DA REVISTA CORNUCOPIA VACUA #00?

COBERTURA DO LANÇAMENTO DA REVISTA CORNUCOPIA VACUA #00

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Imagem: Luciana Minuzzi

 

VOCÊ VAI AO EVENTO DE LANÇAMENTO DA CV #1?

COBERTURA DO LANÇAMENTO DA REVISTA CORNUCOPIA VACUA #01

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Imagem: Luciana Minuzzi

 

FELIZ NATAL, LEITORES DA CV

OS NÚMEROS DE 2014

 

 Um 2015 cheio de boas leituras pra todos nós. 🙂

Poema: Você em mim, por Laviolete Araújo

Como ontem (13/11) foi aniversário dela, nada melhor para comemorar do que a homenagear por aqui.

A Laviolete Araújo é uma mulher guerreira e a sua sensibilidade é refletida nos seus versos. Os mais próximos, tratam ela por Lavi e é assim que trato também. Ela disse que não faz arte, escreve só por diversão, pra extravasar os sentimentos no dia-a-dia. Não é esse o grande motivo da maioria dos autores? Mandar para o papel o que sentimos tanto por dentro?

Fora os escritos que ela publica no seu blog, ela trabalha em uma cafeteria da cidade e cursou Economia na PUC-SP. Os planos para o futuro? Ela não faz, procura focar nas coisas boas que acontecem a cada dia e tem um sonho: ser mãe. Ficam os parabéns para a Lavi e o desejo de que o seus desejos se realizem.  🙂 – Luciana Minuzzi.

Contatos da autora: lavyolete@yahoo.com.br | Facebook  | Blog

Imagem: British Library.
Imagem: British Library.

Você em mim

Por Laviolete Araújo

Esta luz indireta que vem pela janela
desenha seu rosto na parede do meu quarto.
Ainda em minha pele o ardor dos teus carinhos.
Ainda em meus lábios o gosto dos teus beijos…

Essa música…
parece que vem das estrelas.

Sinto vontade de dançar.
Vejo seu rosto pelas paredes
As cortinas esvoaçam
A música me preenche feito luz.

Flutuo pelo quarto
Suspensa em seus braços
me perco em seus lábios…

Ficar em você
assim
pela eternidade da noite.

Tento adormecer… quero dormir… não consigo.
Você está em mim.

Poema: Cê, por Eduardo Ruedell

Vários autores têm uma profissão bem distante do universo das letras. O autor do post de hoje tem esse perfil e une poesia com engenharia. Eduardo Ruedell cursa Engenharia Mecânica e trabalha no Laboratório de Superfícies do Departamento de Física da UFSM. O amor pelas palavras veio antes mesmo de Eduardo prestar o vestibular. Com 12 anos, o guri já escrevia crônicas inspirado pela coluna dominical de Moacyr Scliar. Além das poesias e crônicas, Eduardo se aventura pelo conto. Ele já teve seu trabalho publicado em alguns jornais, revistas e blogs, mas a ideia é lançar um livro. Vamos ficar na expectativa para que essa ideia se realize. 🙂

Eduardo contou que os seus personagens e as situações as quais eles vivem são inspiradas no seu próprio cotidiano como uma forma de aliviar a carga emocional diária. “Basicamente, tomo como regra de vida uma citação do Romain Gary que li certa vez: ‘em vez de gritar, escrevo livros’. Mas pra mim, em vez de gritar, escrevo contos.”

Contatos do autor:

eduardo_ruedell@hotmail.com | Facebook

O autor recomenda: a poesia deve ser lida ao som de Marta, da Pata de Elefante, banda gaúcha de rock instrumental. Então, dá o play e boa leitura. 😉

Pra ti, ingrata.

Por Eduardo Ruedell

 

Ele caminhava noite adentro, ruas a frente,

no Walkman pilhas reserva e Gene Clark.

Buscava na escuridão aqueles olhos cansados,

que como uma carabina apontada para o peito

desferiram-lhe dois tiros fatais.

 

Sentia que sua Ilíada seria em vão,

e os pés fatigados insistiam em voltar.

Mas queria aqueles olhos nos seus mais uma vez,

aqueles olhos claros emoldurados na armação dos óculos.

 

Envolveu-se na escuridão, rua a rua,

fingindo não estar de saco cheio daquilo tudo.

Só desejava tê-la nos braços – talvez até um beijo sutil -,

e furtivamente tocar-lhe as mãos como antes.

 

Mas ela maquinava desencontros,

e ele já não pensava mais em qual Neruda usaria,

queria apenas mais um gole de gim.

No fim de tudo, a desilusão é um prato que se come cru.

Imagem: British Library.

Imagem: British Library.